Prótese removível que se encaixa em implantes, ganhando retenção sem deixar de ser retirada para higienização. Veja quando esse formato costuma ser considerado.
Uma prótese total convencional se apoia na gengiva e no osso que restou embaixo dela. Funciona por sucção e adaptação. O problema é que o osso da arcada sem dentes tende a diminuir com o passar dos anos — e quanto menos osso, menos superfície de apoio a prótese tem.
O resultado costuma aparecer no dia a dia: a prótese se desloca ao falar, machuca em alguns pontos, e a mastigação de alimentos mais firmes fica limitada. Na arcada inferior isso tende a ser mais evidente, porque a área de apoio é menor.
A overdenture atua exatamente aí. Ela continua sendo uma prótese removível, mas passa a contar com implantes que oferecem retenção mecânica: a prótese se encaixa neles, em vez de depender apenas do apoio na gengiva.
Implantes são instalados na arcada e recebem componentes de encaixe. A face interna da prótese leva as contrapartes desses encaixes. Quando o paciente posiciona a prótese, ela trava nos implantes; para higienizar, ele mesmo a retira.
É uma solução intermediária, e isso é uma característica, não um defeito: ganha-se retenção em relação à prótese total sem chegar à quantidade de implantes e ao custo de uma prótese protocolo.
Esse é um argumento que costuma pesar na decisão de muitos pacientes. Como a overdenture é retirada, a limpeza da prótese e da boca é feita separadamente — o que simplifica a rotina para quem tem limitação de destreza manual ou dificuldade com as técnicas exigidas por uma prótese fixa.
Em contrapartida, é preciso disciplina com os implantes: a gengiva ao redor deles precisa ser higienizada diariamente, mesmo com a prótese fora. Perimplantite — inflamação nos tecidos ao redor do implante — é um risco real quando essa etapa é negligenciada.
| Aspecto | Prótese total | Overdenture | Protocolo |
|---|---|---|---|
| Usa implantes | Não | Sim | Sim |
| Removível pelo paciente | Sim | Sim | Não |
| Retenção | Apoio na gengiva | Encaixe nos implantes | Parafusada |
| Envolve cirurgia | Não | Sim | Sim |
| Manutenção específica | Ajustes e reembasamento | Troca dos encaixes | Revisão dos parafusos e limpeza profissional |
| Custo relativo | Menor | Intermediário | Maior |
Nenhuma das três é superior às outras em termos absolutos. A escolha depende da estrutura óssea encontrada nos exames, da rotina de cuidados que o paciente consegue manter e do planejamento financeiro. Todas as opções de reabilitação estão reunidas na página de prótese dentária.
Verificação da estrutura óssea disponível e definição de quantos implantes o caso comporta e em que posições.
Cirurgia sob anestesia local, com orientações de pós-operatório entregues por escrito.
Período de integração dos implantes ao osso. Durante essa fase o paciente costuma seguir com a prótese que já usava, com ajustes.
Os componentes de retenção são posicionados e a prótese é confeccionada ou adaptada para receber as contrapartes.
Treino de colocação e remoção, técnica de higienização da prótese e dos implantes, e definição do intervalo das consultas de acompanhamento.
A indicação depende de exame clínico e, na maioria dos casos, de exames de imagem. Descreva sua situação pelo WhatsApp e agende a consulta.